segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Balanço
Fecho os olhos e vejo cores, estou a flutuar, sem sair do lugar. A música mistura-se com o vento, e por um momento, acho que vou cair, cair em um poço, mas nele se encontra a felicidade, a perda da consciência, a real morte, mas quando acho que vou cair, tudo para, tenho que voltar a movimentar as pernas, se não o balanço não anda, sim, um balanço, na frente de uma lagoa, onde pessoas passam a todo momento, mas eu não me importo com o que elas vão pensar, meus olhos estão fechados e eu estou a flutuar, sem sair do lugar, mas viajando e morrendo com os pensamentos. É como se ali, a vida não fizesse mais sentido, é a morte chamando para o descanso, mas a curiosidade me prende neste mundo, e assim vou indo, empurrando e engolindo tudo, até tomar coragem, e me descobrir como pessoa, enquanto isso não acontece, eu me balanço, e no balançar vou a flutuar no abismo das cores.
Rosa, Amanda.
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