Cavei, cavei, o mais fundo que consegui;
E depois, me joguei
Em um abismo sem fim
Ninguém me escuta, ninguém pode me ajudar
Porque cavei a minha própria cova
Sem saída, sem luz
Sem teu carinho, sem teu amor, sem teu sorriso
Cavei para tentar escapar,
Mas tudo virou escuridão
Todas as vezes que tento gritar, me engasgo com a imundice do meu corpo, da minha alma;
Cavei minha própria cova
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Balanço
Fecho os olhos e vejo cores, estou a flutuar, sem sair do lugar. A música mistura-se com o vento, e por um momento, acho que vou cair, cair em um poço, mas nele se encontra a felicidade, a perda da consciência, a real morte, mas quando acho que vou cair, tudo para, tenho que voltar a movimentar as pernas, se não o balanço não anda, sim, um balanço, na frente de uma lagoa, onde pessoas passam a todo momento, mas eu não me importo com o que elas vão pensar, meus olhos estão fechados e eu estou a flutuar, sem sair do lugar, mas viajando e morrendo com os pensamentos. É como se ali, a vida não fizesse mais sentido, é a morte chamando para o descanso, mas a curiosidade me prende neste mundo, e assim vou indo, empurrando e engolindo tudo, até tomar coragem, e me descobrir como pessoa, enquanto isso não acontece, eu me balanço, e no balançar vou a flutuar no abismo das cores.
Rosa, Amanda.
Enjoar
Lembro-me de ficar escutando músicas que relatam um amor que está do outro lado do mundo. E eu me sentia assim, como se você estivesse do outro lado do planeta, ou, em outro planeta. Mas você estava ali, me esperando, apenas me esperando. Enquanto eu ficava deitada na cama, com lágrimas nos olhos, te mandando sms com trechos das músicas. O que nos impedia de nos vermos, não nos impede mais. Agora é eu e você, nós. Temos um ao outro, e a felicidade para nos acompanhar. Olhando para trás, parece tão idiota, quando a gente quer alguém e não pode ter, como ficamos loucos com isso, como lutamos com todas as forças que temos, e as que não temos, para ter essa pessoa, e depois, depois de um tempo convivendo com tal, tudo parece tão banal e idiota. Porque tudo passa, o encanto vai embora, e a gente fica parado sem saber se continua ou se sai correndo, porque vemos que o que imaginávamos não é bem assim. A gente enjoa das coisas, claro que não tao depressa quando se trata do que lutamos para conquistar, mas mesmo assim, enjoamos. E o que fazer quando isso acontece? Alguns se jogam fora, outros tentam resgatar o que sentiam antes. Mas se nada der certo. O que fazer para não magoar o próximo? Será que a gente corre ou fica? Magoa ou fica magoado?
Rosa, Amanda
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